Violent Femmes – Violent Femmes

O álbum de estréia, homônimo, do trio Violent Femmes fora lançado sem muitas pretenções, pelo selo discográfico, Slash, visto que contrataram o trio norte-americano por apenas 50 dólares, gerando assim um lucro considerável para a Slash, mesmo o álbum não tendo explodido no quadro de vendas e nas paradas da Billboard.

Dotados de uma sonoridade crua, sofisticada usando de tudo do mais simples possível o Violent Femmes é: Gordon Gano (Vocais e Guitarra), Brian Ritchie (Baixo Acústico) e Victor DeLorenzo (Com a sua bateria que muito lembra, estruturalmente, a de Slim Jim Phantom, dono das baquetas da também oitentista Stray Cats).

Na época em que este álbum fora lançado, Victor DeLorenzo traçou a identidade do álbum falando: “Aqui está o romantismo, jogado de volta sobre vocês…aqui está a emoção em estado bruto. Conseguem lidar com isso?”.. A resposta para essa pergunta, poderia se resumir em “difícil”, ora visto que o álbum trabalha em cima de fortes emoções, complicadas de se lidar.

Explorando tanto momentos de um amor cortês, no qual o eu-lírico enaltece esse amor, mostrando ser mais importante do que qualquer outra coisa, como em “Please Do Not Go” e “Prove My Love“.

“To prove my love to you, I’d do anything, I’d do it all, I’d do it all for you, I’d climb a mountain, i’d cross the ocean, I’d do it it all to prove my love to you”.

E do outro lado da moeda, o álbum ataca momentos de frustrações, que muito bem trabalhados por Gordon Gano, consegue conciliar esse sentimento tão forte com uma pitada de humor, mostrando que na vida há sempre espaço para uma “brincadeirinha” não importando qual mal a sua situação possa ser:

“Why can’t I get just one fuck
Why can’t I get just one fuck
I guess it’s something to do with luck”

(Add It Up)

O toque de charme necessário para as músicas do Violent Femmes são comprimidas na mão de Brian Ritchie, que mostra ter uma capacidade enorme para criar “frases”, linhas de baixo inesperadas, habilidade que poucos tem para demonstrar. Faixas como a popBlister In The Sun” e principalmente a punk Add It Up” fazem lembrar o lendário baixista do The Who, que não economizava diversos riffs e solos diferentes em uma mesma música (Vide Won’t Get Fooled Again).

Expondo os sentimentos e o próprio modo de ver o mundo, como poucos conseguiram se expressar com tanta perfeição, o Violent Femmes, com este álbum, se encontra merecidamente no livro “1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer“.

Violent Femmes – Violent Femmes (1982)
Gênero: Rock Alternativo/ Folk Rock/ Post-Punk/ New Wave

01 – Blister In The Sun – 2:24
02 – Kiss Off – 2:56
03 – Please Do Not Go – 4:15
04 – Add It Up – 4:43
05 – Confessions – 5:32
06 – Prove My Love – 2:38
07 – Promise – 2:49
08 – To The Kill – 3:59
09 – Gone Daddy Gone – 3:06
10 – Good Feeling – 3:56
11 – Ugly – 2:22
12 – Gimme The Car – 5:06

Destaques
Blister In The Sun, Please Do Not Go, Add It Up, Prove My Love

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Alice Cooper – Love It To Death

Depois do lançamento de dois fracos, desinspirados e desconhecidos álbuns, Alice Cooper, na época ainda um grupo e não apenas um artista solo com músicos convidados, finalmente acertaria o som em Love It To Death, muito mais do que acertar, o grupo fez o primeiro de 4 discos clássicos e praticamente perfeitos de cabo a rabo em um período de apenas 3 anos.

Famosos na época principalmente pelas suas controversas e polêmicas apresentações teatrais durante seus concertos, o grupo formado por Alice Cooper (vocais), Dennis Dunaway (baixo), Glen Buxton (guitarra), Michael Bruce (guitarra e teclado) e Neal Smith (bateria), conseguiu acertar o seu som, segundo muitos, graças ao agora legendário produtor Bob Ezrin (Dono de um repertório enorme, incluindo clássicos como Destroyer do KISS e The Wall do Pink Floyd) que conseguiu ‘limpar’ o som da banda, deixando ele mais direto, mais eficiente e consequentemente atingisse melhor as paradas de sucesso.

Funcionou, com Love It To Death o grupo abraçou o mainstream graças ao clássico I’m Eighteen“, fazendo com que a banda se popularizasse e os próximos álbuns da banda vendessem quantidades bem consideráveis de cópias.

Quanto ao som, a banda segue a reputação de Detroit como a cidade do rock de garagem, mas com também com uma pegada evidente de Hard Rock. Love It to Death é um álbum sólido, feitos nos ‘trinques’, Não dá uma caída sequer, começo ao fim com faixas bombásticas.

O disco possui um predomínio de faixas com a famosa pegada Garage Rock da banda, como ocorre na excelente música de abertura, “Caught In a Dream“, na animada com direito a um solo de teclado, “Long Way To Go, na grudenta com risadas psicóticas, “Hallowed Be My Name” e nos clássicos “I’m Eighteen” e “Is It My Body“, a segunda marcada por um excelente trabalho dos guitarristas Glen e Michael.

Fugindo disso, temos quatro faixas.”Black Juju” que é uma faixa extensa e progressiva marcada por experimentalismo e um ótimo trabalho de Dennis Dunaway, incansável nessa música, dos presentíssimos teclados de Michael Bruce, um excelente trabalho dos guitarristas e baterista para criar um clima sensacional no final da faixa e um Alice Cooper que realmente sabe trazer na mesma canção sensações de relaxamento e desespero de uma maneira incrível.

As outras 3 faixas que fogem do convencional são a trinca formada pelas músicas finais do disco. “Second Coming” é bem diferente, marcada por guitarras e vocais presentes que deixam um aspecto sombrio, mas principalmente por um teclado que se desenvolve pela música inteira, até no final ser marcado por uma bateria em ritmo de marcha que percorre caminho até o final da faixa, até as guitarras sombrias darem espaço para um doce e belíssimo teclado que fecha a música com o mesmo clima que começaria a seguinte, “Ballad Of Dwight Fry“, começa como uma espécia de sequência para a faixa anterior, logo os teclados dão lugar para o riff da canção mais épica do álbum e talvez de toda a carreira de Cooper, aonde o mesmo se consolida como o grande ponto forte aqui, de fato parecendo um maníaco em um hospício (tá, quase sempre ele é assim), fazendo seu trabalho nos versos, no marcante refrão e nos gritos loucos e histéricos em alguns momentos da faixa, como no final, aonde é ele seguido de um clímax com grande destaque para a guitarra, terminando em um ritmo que vai servir de conexão para “Sun Arise“, fechando o álbum de um modo alegre e sorridente.

Indispensável para qualquer fã de Alice Cooper, e um ótimo jeito de começar a ouvir a banda, Love It To Death é recomendado para qualquer fã de rock clássico, e principalmente pra todos aqueles que acham que Alice Cooper é um vocalista de hair metal que canta Poison calarem a boca.

Alice Cooper – Love It To Death (1971)
Gênero: Hard Rock/ Garage Rock/ Glam Rock/ Classic Rock

01 – Caught In a Dream – 3:10
02 – I’m Eighteen – 3:00
03 – Long Way To Go – 3:04
04 – Black Juju – 9:11
05 – Is It My Body – 2:39
06 – Hallowed Be My Name – 2:29
07 – Second Coming – 3:04
08 – Ballad Of Dwight Fry – 6:33
09 – Sun Arise – 3:50

Destaques:
I’m Eighteen, Is It My Body, Second Coming, Ballad Of Dwight Fry

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Tudo By LA

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Big Black – Atomizer

Não, ninguém na banda é grande e preto.

Big Black foi a primeira banda formada pelo renomado produtor Steve Albini, sendo nesse grupo aonde ele começou a exercer sua carreira de produtor.

Mais tarde Albini ficaria famoso por trabalhos como o Surfer Rosa do Pixies, o In Utero do Nirvana, grande parte da discografia do The Jesus Lizard, e mais dezenas e dezenas de bandas, geralmente do cenário underground.

Bem, de volta ao que interessa… Depois do lançamento de 3 EPs, Lungs, Bulldozer e Racer-X, e consequentemente a coletânea The Hammer Party contendo todos os EPs citados, o Big Black entraria em estúdio para gravar o primeiro LP da sua curta discografia, Atomizer.

Agressivo, barulhento, perturbador, são palavras que podem descrever muito bem o álbum de Steve Albini (voz, guitarra, programação do Roland), Dave Riley (baixo), Santiago Durango (guitarra) e Roland (que nada mais do que uma máquina de ritmos, a.k.a. drum machine).

O álbum gira em torno de um aspecto bem barulhento e agressivo, fornecido principalmente pelas guitarras distorcidas, frenéticas e muitas vezes até perturbadoras (vide Passing Complexion) de Steve Albini. O peso do álbum ganha ainda mais volume graças a bateria programada e o baixo distorcido extremamente presentes e pesados (vide a épica Kerosene).

Em Atomizer é muito claro a grande influência que a banda exerceu para o surgimento e popularização do Industrial Metal no final dessa década e no começo da década seguinte, como Nine Inch Nails e Ministry.

O álbum ainda recebe um aditivo dos vocais de Albini que o deixam com um aspecto as vezes até assustador, de modo que o “Feel my hand” de Fists Of Love já soe extremamente medonho. Imagine então na tediosa e suicida “Stare at the wall, Stare at each other and wait ‘til we die” de Kerosene, ou pior ainda quando você ouve uma letra como “Stay with me, my five year old, This is Jordan, we do what we like, And this will stay with you until you die” e mais tarde na mesma música ouve gritos repugnantes e agonizantes como “Suck daddy, fuck daddy…” isso tudo em torno de um riff repetitivo e pesado. Apavorante, não é? isso é Jordan, Minnesota.

Muito menos punk que seu sucessor e injustamente mais pupular, Songs About Fucking, Atomizer é um excelente álbum que não é recomendado para ouvidos fracos, só para aqueles que querem se aventurar por um dos álbuns mais barulhentos, descontrolados e agressivos da música.

Big Black – Atomizer (1986)
Gênero: Noise Rock

01 – Jordan, Minnesota – 3:21
02 – Passing Complexion – 3:04
03 – Big Money – 2:29
04 – Kerosene – 6:05
05 – Bad Houses – 3:09
06 – Fists Of Love – 4:21
07 – Stinking Drunk – 3:27
08 – Bazooka Joe – 4:43
09 – Strange Things – 3:55
10 – Cables (Live) – 3:10

Destaques:

Jordan, Minnesota; Passing Complexion; Kerosene; Cables (live)

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Tudo By LA

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AMP – Pharmako Dinâmica

Lançado pelo selo da Monstro Discos, “Pharmako Dinâmica” se junta ao grupo de bandas Stoner que a gravadora revelou nessa última década, aproximando ao som das bandas goianas como Black Drawing Chalks e principalmente MQN, esta última produzida pela mesma pessoa, Iuri Freiberger, aumentando, provavelmente, a aproximação entre elas, já tão próximas.

Pharmako Dinâmica” é marcado pelo revezamento no idoma das faixas, alternando em português (“Acidez (Sinestesia)“, “Ataque dos Aliens“) e inglês, (“Way Side“, “Black Grass“), fora do óbvio, a faixa de abertura se difere das demais, pois apesar de “Ensurdecedor“, ter este nome, a faixa é inglês na integra; além de faixas que utilizam de uma mescla, adquirindo-se das duas línguas como “Fuel & Fire“.

Muito do destaque no cenário undeground do AMP, está diretamente ligado por esses, fazerem um som completamente distinto de qualquer outra banda na região Pernambucana, a verdade, é que na última década ninguém foi tão desafiador e inovador quanto este quarteto nordestino em sua região.

Fazendo o um som, tipicamente das bandas goianas, com fortes influências de bandas como o “Queens Of The Stone Age“, com suas paredes de guitarra apoiados por um forte groove ensurdecedor do baixo de Dudu, Pharmako Dinâmica” é “uma dose de adrenalina”, como bem pronunciam na poderosa “Acidez (Sinestesia)“, adrenalina para os fortes, pouco mais de trinta minutos destinados para poucos.

Com o considerável prestígio no cenário alternativo nacional, o AMP, já participou de vários festivais, como o Goiânia Noise, Porão do Rock e em duas ocasiões no Abril Pro Rock, trombando ao longo desse caminho com muitas bandas de peso como: Muse, Helmet, Suicidal Tendencies, Bad Brains e Motorhead.

AMP – Pharmako Dinâmica (2009)
Gênero: Stoner Rock

01 – Ensurdecedor – 2:56
02 – Devil’s Prize – 3:34
03 – Acidez (Sinestesia) – 3:26
04 – Billy – 2:22
05 – Way Side – 3:35
06 – Effectlast Try – 3:43
07 – Ataque Dos Aliens – 2:30
08 – Black Grass – 5:03
09 – Fuel & Fire – 3:08
10 – Lenda Viva – 7:16

Destaques
Ensurdecedor, Acidez (Sinestesia), Way Side, Black Grass

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Ozomatli – Ozomatli

Ozomatli é uma banda estadunidense caracterizada pela mistura de ritmos executados. Apesar de passarem levemente pelo rock, seus enfoques são o hip hop e, principalmente, a música latina, em gêneros como a cumbia, a salsa e o reggae.

Este “self-titled” é o álbum de estreia da banda, que já mostra sua força em sua primeira faixa, “como ves”. “Cut Chemist Suite” é uma obra de turntablism do dj Cut Chemist, e com raps cantados por Chali 2na, ambos também conhecidos dos fãs do grupo de rap Jurassic 5. Em seguida, vem a popular (pelo menos no youtube) “Cumbia de los Muertos”, um pouco mais lenta, mas com estilo. O resto do disco segue como as três primeiras faixas, com a mesma energia.

Enfim, este é um grande disco de um artista cuja discografia (de 5 álbuns) é razoavelmente difícil de encontrar. O terceiro disco se acha com facilidade, este que lhes dou abaixo, nem tanto, e o segundo ainda não consegui baixar.

Ozomatli – Ozomatli (1998)

Gênero: Latin/Hip-Hop/Reggae/Fusion

  1. “Como Ves” – 3:57
  2. “Cut Chemist Suite” – 4:32
  3. “Cumbia de los Muertos” – 3:32
  4. “¿Dónde Se Fueron?” – 4:18
  5. “Eva” – 3:09
  6. “O Le Le” – 4:59
  7. “Chango” – 4:28
  8. “Super Bowl Sundae” – 4:45
  9. “Aquí No Será” – 4:19
  10. “Chota” – 3:47
  11. “Coming War” – 3:56
  12. “La Misma Canción” – 4:05

Destaques
Como Ves, Cut Chemist Suite, Cumbia de los Muertos

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Tudo por Mr. Galvão!!!!!

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Wiser Time – There And Back Again

Com certeza, não há uma banda que se assemelhe mais a lendária The Black Crowes, do que o quarteto nova-iorquino do Wiser Time, principalmente neste seu disco de estréia, “There And Back Again“. Não é difícil perceber esta forte influência, o próprio nome da banda já os condena, sendo ele extraído de uma música de mesmo nome dos Crowes.

O disco inicia-se com a poderosa “Rock N Roll“, que evidência bem as duas guitarras da banda, de slides muito bem aplicados e que nos mostraria também uma outra característica desse álbum, de não se focar em solos e os tendo em um volume menos fritante do que o normal de uma banda de hard-blues.

Crumbling Down” é, de longe, a música mais “The Black Crowes” do álbum, fazendo um hard rock com muita veia pop, além do comum em todas as faixas, o vocal extremamente semelhante ao de Chris Robinson na boca de Carmen Scaflani, também guitarrista do Wiser Time.

Não apenas focados em soar como uma cópia dos Crowes, o Wiser Time, tenta mudar a química de algumas de suas músicas, normalmente trabalhando em cima de baladinhas, assim, driblando de um som totalmente sem originalidade, pois afinal eles não são uma banda cover, certo? O problema, em um ponto de vista mais crítico, é que, na maioria das vezes, quanto mais a banda se aproxima da sonoridade dos Crowes melhor o resultado, e vice-versa, tornando o disco um pouco irregular, como pode-se notar em “1o Years” e “Millington Station“, que se deteem do papel de esfriar o clima do disco.

There And Back Again” volta a ferver com “Revolution“, detenta de um riff inicial totalmente “hendrixiano”, saturado de “wah-wah” e “fuzz”, não apenas o ínicio da faixa, mas ela como toda se remete a uma sonoridade bastante similar ao power trio do grande Jimi Hendrix com os Experience.

Given You My Lovin“, se comporta por um incrível riff e um excelente solo, um dos melhores da banda (ou o melhor). A festa segue com “Back For More“, que cola junto com “Crumbling Down“, no Top Músicas Mais The Black Crowes do álbum.

As emoções ainda se encarregam pela blues Had Enough“, detenta de um timbre de guitarra estupidamente frenético, sucedido pela caipiresca “Better Of Dead“, clima “country” apoiado pelas gaitas e de um simples dedilhado de violão, ares caipiras norte-americanos, que prosseguem em “Divided“. Álbum que se encerra com a bela balada, do conta-baixo alto, “What You Give“.

Podemos dizer então, que o Wiser Time está para o The Black Crowes assim como o Airbourne está para o AC/DC.

Wiser Time – There And Back Again (2007)
Gênero: Blues Rock/ Southern Rock/ Hard Rock

01 – Rock N Roll – 3:20
02 – Crumbling Down – 4:34
03 – 10 Years – 4:35
04 – Millington Station – 5:02
05 – Revolution – 7:14
06 – Give You My Lovin – 3:51
07 – Back For More – 3:15
08 – Had Enough – 3:49
09 – Better Of Dead – 3:52
10 – Divided – 5:28
11 – What You Give – 5:01

Destaques
Rock N Roll, Crumbling Down, Revolution, Had Enough

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Dirty Sweet – Of Monarchs And Beggars

Formada em 2003, o grupo californiano, Dirty Sweet, deixa claro sua proposta sonora (e porque não estética?), tentando resgatar de maneira crua a sonoridade de bandas sessentistas e setentistas, como pro exemplo o Humble Pie, Lynyrd Skynyrd e o The Allman Brothers Band.

Of Monarchs and Beggars“, disco de estréia do Dirty Sweet, se evidencia por um trabalho contagiante, tornando impossível se privar de uma faixa ou outra, variando por músicas ora vibrantes cheias de potência, ora demasiadamente lentas; apresentando muito groove, em sua mescla de um Rock n’ Roll clássico, com muitas influências de Blues e Soul.

O álbum dá as caras com “Baby Come Home“, com seus riffs poderosos, muito groove e um refrão marcante completamente chiclete, acompanhados de um belo solo de guitarra apoiados por uma simples, mas marcante linha de contra-baixo. A poderosa faixa de abertura não perdoa os desavizados

Após de “Baby Come Home” e de “Delilah“, de suas guitarras slides, ficamos com a alto-astral, “Come Again“, inspirada no som mais Rolling Stones possível, tornado-se uma música completamente ímpar dentre as demais deste álbum.

A curtinha “Sixteen“, sabe agitar o clima de “Of Monarchs And Beggars” como nenhuma outra, tudo transcorre em tão perfeita harmonia e alegria, que muito faz lembrar das clássicas bandas Southern’s e Boogie’s, como as citadas no primeiro parágrafo.

Destaque também para “Goldensole” e “Born To Bleed“, detentoras de linhas de guitarras de raíz do mais puro blues, duas das mais agressivas músicas do álbum, a primeira freada por um belíssimo refrão, mesclando uma sonoridade moderna com o som clássico do “Som do Sul” norte-americano.

Dirty Sweet – Of Monarchs And Beggars (2007)
Gênero: Southern Rock/ Hard Rock

01 – Baby Come Home – 3:33
02 – Delilah – 3:39
03 – Come Again – 4:19
04 – Goldensole – 3:48
05 – Long Line Down – 5:30
06 – Born To Bleed – 3:32
07 – Sixteen – 2:59
08 – Man’s Ruin – 5:26
09 – Isabel – 3:04
10 – Red River – 5:44

Destaques
Baby Come Home, Come Again, Sixteen

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The Presidents Of The United States Of America – ST

Depois do lançamento de dois singles, Fuck California e Naked And Famous, a banda formada por Chris Ballew nos vocais e guitarra, Dave Dederer no baixo e Jason Finn, ex-membro das bandas grunge Skin Yard e Love Battery, na bateria, lançou seu primeiro álbum, homônimo ao nome da banda.

Surpreendendo os críticos o álbum foi um grande sucesso, vendeu bastante graças aos singles Lump e Peaches (os demais singles, Dune Buggy e Kitty, não tiverem uma grande repercussão), Lump principalmente, que chegou a liderar as paradas, não é à toa que “Weird Al” Yankovic chegou a  parodiar a canção.

Mas não é de se impressionar que eles fizeram tanto sucesso, eles podem não ser os mais talentosos no ramo da música, mas sem dúvida faziam músicas simples soarem extremamente divertidas e pegajosas. É impossível ouvir o álbum sem cantar “She’s Lump, she’s Lump, she’s in my head“, “Millions of peaches, peaches for me, millions of peaches, peaches for free“, “little dune buggy, in the sand, little blue dune buggy, in my hand” ou praticamente qualquer outra faixa do disco. Também pode-se citar o humor nas letras, muitas vezes retardado, mas sim, humor.

E o melhor da banda em relação a outras bandas de rock alternativo, com influência de punk e com um pé no pop, é que as músicas não são uma cópia da faixa anterior com uma letra diferente. Existem as faixas com certa influência do punk rock, mais agitadas como o cover do clássico Kick Out The Jams (MC5), agora reduzida e com uma letra com várias mudanças, e a animadíssima We Are Not Going To Make It. As música solitárias, a “funkeada” Boll Weevil, a caipira Back Porch, a lentíssima Body.

Ainda pode se citar o grande gosto da banda de fazer de finais de músicas soarem como um verdadeiro clímax, como ocorre em quase toda faixa do álbum, mas que fica mais evidente naquelas que revesam entre versos calmos e um refrão mais agitado, Kitty, Feather Pluckn, Stranger e Candy, na lenta até os segundos finais, Body, e na épica música que fecha o disco, Naked And Famous, que merece uma atenção especial por ter várias das melhores frases de The Presidents Of The United States Of America, e apresentar a participação especial do guitarrista Kim Thayil (Soundgarden) que faz um excelente solo na música, que deixa o final dela ainda mais marcante, fechando o álbum com maestria.

Esse pode não ser um dos melhores álbuns de todos os tempos, mas é curto, rápido, animado, e acima de tudo, extremamente divertido, sério, acho que PotUSA seria um sinônimo certeiro para alegria ou diversão. O álbum é do tipo que você começa e ouvir e rapidamente acaba, mas você fica afim de ouvir denovo e denovo.

!CUIDADO!
Você pode acabar viciado e em pouco tempo já sair cantando boa parte das canções do álbum por aí quando estiver no chuveiro ou caminhando em uma rua vazia.

The Presidents Of The United States Of America – ST (1995)
Gênero: Rock alternativo

01 – Kitty – 3:22
02 – Feather Pluckn – 2:57
03 – Lump – 2:14
04 – Stranger – 3:04
05 – Boll Weevil – 3:16
06 – Peaches – 2:51
07 – Dune Buggy – 2:44
08 – We Are Not Going To Make It – 1:52
09 – Kick Out The Jams – 1:26
10 – Body – 4:11
11 – Back Porch – 2:59
12 – Candy – 3:16
13 – Naked And Famous – 3:43

Destaques:
Kitty, Lump, Boll Weevil, Peaches, Naked And Famous

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Comes With The Fall – Beyond The Last Light

Vindos de Atlanta, EUA, o power trio do Comes With The Fall, formado em 1999, trazia de bagagem apenas os fracos: “Comes With The Fall” (2000) e “The Year Is One” (2001) transcorrendo em um hiato da banda até lançarem o EP “The Reckoning” (2006) e sucessivamente o ótimo “Beyond The Last Light” (2007).

Hard Rock pesado, hora alternando com melodias pop’s de William Duvall, definem com precisão o grosso sonoro desse trabalho da banda, impulsionados por ótimos solos, porque não virtuosos de guitarra do também vocalista, Duvall.

Mesmo não possuindo grandes capacidades vocais, o “lead man”, mostra enorme capacidade na construção de melodias, ora embarcando em uma proposta mais pesada como em “Fire Come Down“, de vocais rasgados que despertam para um lado completamente clássico do Rock N’ Roll, de refrões repetitivos. E em outros apelando para um lado mais calmo, de baladas, apesar de minoria, é facilmente notado por músicas como: “Black Cross” e na melosa “Still Got A Hold On My Heart“, apesar das divergências sonoras uma coisa sempre é comum nas músicas do grupo, todas elas possuem refrões, quando não a música em sua totalidade, extremamente grudentos, provocando aquele famoso fenômeno de cantar e cantarolar a mesma canção por um longo tempo indeterminado.

O meio termo de sonoridade se encontra em bloco no álbum, desde a psicodélica “Pale Horse Rider” (3ª faixa), na singela “White Hot” (4ª)  e porque não nos belos falsetes do refrão de “Beautiful Destroyer“, (5ª), encerrando na potente e enjoativa “Hologram” (6ª).

Após o lançamento de “Beyond The Last Light“, o Comes With The Fall abriu alguns shows para Jerry Cantrell, ex-guitarrista da grunge Alice In Chains, Jerry Cantrel, o que ninguém esperava eram resultados mais sérios dessas apresentações em conjunto.

Em 2009, William Duvall, vocalista da Comes With The Fall, se torna membro oficial da, até então, extinta banda de Jerry Cantrel, revivendo o grupo que tanto desfrutou da fama nos 90’s, consequentemente lançando um novo álbum com o Alice In Chains, “Black Gives Way To Blue” (2009), somando à discografia da banda grunge, que estava sem lançar material novo desde 1995, com o disco Alice In Chains, freados por sérios problemas com drogas de Layne Stanley, ex-vocalista do grupo, que veio a morrer em 2002.

Comes With The Fall – Beyond The Last Light (2007)
Gênero: Hard Rock/ Rock Alternativo

01 – Rockslide – 2:51
02 – The Last Light – 4:15
03 – Pale Horse Rider – 3:05
04 – White Hot – 4:13
05 – Beautiful Destroyer – 3:30
06 – Hologram – 3:09
07 – Black Cross – 6:06
08 – Deadly Ecstasy – 2:56
09 – Still Got A Hold On My Heart – 4:21
10 – Fire Come Down – 3:49

Destaques
Rockslide, Deadly Ecstasy, Fire Come Down

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Tangerine Dream – Electronic Meditation

Tangerine Dream é uma banda alemã surgida no final dos anos 60, e que continua em atividade até hoje. São uma banda que passou por várias fases. “Electronic Meditation” é da fase progressiva da banda, que posteriormente seguiu outros rumos e serviria como uma das principais influências do gênero conhecido como New Age (junto com Vangelis e Jean Michel Jarré), o que abordarei em outra oportunidade, com sons mais voltados aos sintetizadores, cujo pioneirismo em outra obra, Phaedra (1974), renderam fama a tal grupo, liderado por Edgar Froese.

Como disse, esta é uma fase progressiva, e como boa parte desta cena alemã, Tangerine Dream também era posto ao movimento conhecido como Krautrock. Particularmente, não sou muito chegado neste gênero, mas adquiri um carinho à obra deste grupo, e do Kraftwerk, que é ainda mais eletrônico.

“Electronic Meditation” é um álbum com muita distorção e com um nível de psicodelia que agradará àqueles que se drogam ouvindo música. Das cinco faixas do álbum, duas faixas merecem atenção especial: “Journey through a burning brain” e “Cold smoke”.  O ideal é ouvir tais faixas em silêncio, para captar os detalhes minimalistas dessse tipo de composição experimental (instrumental). Até agora não sei onde estão os barulhos de vidro quebrado e de “ervilhas chaqualhadas em uma peneira”, como diz o artigo em inglês da Wikipedia, mas isto é um dos detalhes que tornam Electronic Meditation interessante.

Nota: Não ache que vai, de fato, meditar ouvindo este disco. Mas é algo para ser saboreado. =D

Tangerine Dream – Electronic Meditation (1970)
Gênero: Ambient/Electronic/Experimental/Krautrock/Progressive Rock
Parece com: Mike Oldfield, Jean Michel Jarré (nesta obra, apenas um pouco)

01 – Genesis – 5:57
02 – Journey Through a Burning Brain – 12:26
03 – Cold Smoke – 10:38
04 – Ashes to Ashes – 4:06
05 – Resurrection – 3:27
Destaques:
Journey through a Burning Brain, Cold Smoke.

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Tudo por Mr. Galvão!!!!!

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