The Hives – Tarred and Feathered

Após o fraco The Black And White Album, de 2007, a banda sueca do The Hives lança Tarred And Feathered, um EP contendo três bons e variados covers, deixando a esperança de um álbum de inéditas superior e com uma pegada mais rock n’ roll do que seu antecessor.

Dando início com “Civilization’s Dying“, cover dos punks-hardcores do Zero Boys, música ágil, de refrões marcantes e letras politizadas e jovens, declarando forte influência daquela maré hardcore criada por bandas como Dead Kennedys e Bad Brains.

Esfriando o clima com “Early Morning Wake Up Call“, música da dupla australiana oitentista do Flash And The Pan, faixa que segue um rumo completamente diferente da sua antecessora, grupo que, apesar pertencer a mesma decada dos punks do Zero Boys, seguem uma sonoridade voltada para o new wave, utilizando, na versão original de vários recursos para abordar um lado mais eletrônico, nada que chegasse a ser muito exagerado como o Sigue Sigue Sputnik e companhia.

Diferenciando do comum, como se pode notar, o The Hives optou por fazer covers de artistas desconhecidos, iniciativa bacana, além de ter rendido três ótimas músicas, este EP é fonte para divulgação, bandas perdidas no quase anonimato, e com “Tarred And Feathered” podem ser espalhados para grande parte da enorme legião de fãs dos escandinavos do The Hives.

E toda essa onda “underground” criada pelo Zero Boys e o Flash And The Pan, são intensificados pela faixa de encerramento, cover de “Nasty Secretary“, faixa dos punks norte-americanos do Joy Ryder & Avis Davis, rápida e simples, mas vibrante, como era de praxe na cena punk do final dos anos 70’s.

Comum em todas as faixas de Tarred And Feathered, é o fato do The Hives sempre conseguir implantar sua própria identidade nas músicas, traço representado pelos inconfundíveis vocais de Howlin’ Pelle Amlqvist, logo, a banda realiza o trabalho de impor uma sonoridade própria, mesmo não havendo uma grande preocupação em alterar algumas essências.

The Hives – Tarred And Feathered (2010)
Gênero: Garage Rock/ Punk Rock/ Indie Rock

01 – Civilization’s Dying – 2:01
02 – Early Morning Wake Up Call – 4:03
03 – Nasty Secretary – 2:04

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Pink Floyd – Meddle

Postado originalmente na music4l em 10/09/2009.

Após a saída/expulsão de Syd Barrett (vocalista, guitarrista e letrista) da banda por causa de seu abuso de drogas após ele ter gravado apenas um disco (Piper at Gates of Dawn – 1966) e a entrada de David Gilmour para substituí-lo, o Pink Floyd vagueou por alguns anos sem saber exatamente o que tocar, lançando álbuns experimentais e sem estilo definido. Muito embora Roger Waters (baixista) tivesse assumido os vocais (embora muitas vezes cedendo seu espaço para David Gilmour e Rick Wright), a banda ainda não possuía um líder. E nesse contexto surgiram o álbum Saucerful of Secrets (1968), a trilha sonora More (1969), o experimental meio ao vivo Ummagumma (1969) (muito embora muitos fãs acreditam que a parte ao vivo do álbum fora gravada em estúdio e as palmas e os gritos tenham sido adicionados para fingir que o disco era realmente ao vivo) e o progressivo Atom Heart Mother (1970). Ainda meio sem saber o que fazer, a banda lança o disco Meddle, em 1971, considerado um divisor de águas na história da banda e o primeiro álbum com o estilo que caracterizaria o som da banda durante a década de 70.

Comecemos pela capa: uma capa, no mínimo, estranha. Para alguns, feia. Para outros, simplesmente esquisita. O que poucos percebem ao vê-la pela primeira vez é que, na verdade, a capa não é uma pintura abstrata, e na verdade uma orelha em baixo d’água, fotografada por Bob Dowling.

O disco em si começa por uma ventania, que precede One of These Days, faixa que abre o álbum. Tendo quase 6 minutos de duração, One of These Days é uma faixa instrumental (exceto por uma única frase) criada a partir de um riff de baixo sob vários efeitos de delay e distorção. A música tem um ritmo bem definido que chega ao clímax quando ouve-se a voz distorcida do baterista Nick Mason dizer “One of these days I’m gonna cut you into little pieces” [Um dia desses eu te picarei em pedacinhos] e em seguida a música explode com um duelo de solos de David Gilmour consigo mesmo. A música era originalmente destinada ao DJ Sir Jimmy Young, do qual a banda não gostava. Versões anteriores da música continham samples do programa dele na rádio da BBC.

Assim que acaba, One of These Days é sucedida pela semi-acústica A Pillow Of Winds. Com letras que falam de amor escritas por Waters e instrumental depressivo, calmo e levemente sombrio feito por Gilmour, a música é a mais lenta do disco e fala sobre amor. Com vocais de Gilmour, a música difere bastante da sonoridade mais agitada da primeira metade do álbum (na época de seu lançamento, Lado A do disco). Com mais de 5 minutos, a música acaba em fade out num solo de slide de Gilmour.

Com uma atmosfera feliz e alegre, Fearless sucede A Pillow of Winds com a bela voz de Gilmour e o instrumental semi-acústico gravado pela banda. Curiosamente, o violão foi gravado por Roger Waters. As letras são incentivantes, compostas pela dupla Gilmour-Waters e o título da música é uma gíria futebolística para algo “muito bom”. Ao final, ocorre um cross-fade entre o instrumental que fecha a música e a torcida do Liverpool F.C. (embora Waters seja um torcedor fanático do Arsenal) cantando a música You’ll Never Walk Alone, de Rodgers and Hammerstein. You’ll Never Walk Alone era o hino do clube desde 1963.

A alegre San Tropez dá continuidade ao disco após os gritos da torcida do Liverpool, com seu ritmo puxando ao jazz e ao blues. Ao contrário das outras faixas do disco, essa faixa foi escrita inteira por Waters, e sua letra descreve a comunidade de Saint-Tropez, na França. Com destaques para o piano, a música possui um pequeno solo de slide guitar de Gilmour, e tem uma atmosfera extremamente feliz e agradável, refletindo a visão que Waters tinha de Saint-Tropez como um lugar amável. A música acaba com o brilhante solo de piano de Richard Wright.

Após o solo de Wright sofrer um fade-out, tem início a faixa mais controversa do álbum. Com altíssimas dosagens de blues, a acústica Seamus fecha o lado A do vinil com os latidos do cão chamado Seamus. Alguns fãs não gostam dela, outros a adoram. A letra de apenas uma estrofe não fala de nada especificamente, apenas de um homem e um cachorro. É a faixa mais curta do álbum (pouco mais de 2 minutos) e tem até um pequeno solo de piano de Wright.

Após Seamus, a obra prima do álbum. Abrindo e fechando o lado B do disco (e sendo, consequentemente, sua única faixa), Echoes é a uma das mais longas faixas do Pink Floyd. A música surgiu de 24 fragmentos compostos pela banda e, quando esses fragmentos foram postos juntos pela primeira vez, surgiu Nothing (Parts 1-24), a primeira versão conhecida de Echoes. Após a banda ter retrabalhado a Nothing (Parts 1-24) algumas vezes, a música mudou de nome para The Son Of Nothing e finalmente para The Return Of The Son Of Nothing, sendo esta apresentada para a platéia durante os shows no começo de 1971 como um material então inédito. A principal diferença entre The Return Of The Son Of Nothing e a Echoes que conhecemos está nas letras: a versão anterior falava do encontro de dois corpos celestes, enquanto a versão lançada remete à imaginação e à descrição de paisagens debaixo d’água. A música começa com “pingos” produzidos pelo órgão Farfisa de Richard Wright, e lentamente se desenvolve em uma canção calma e levemente triste, com brilhantes solos de Gilmour e Wright. Após algum tempo de música puramente instrumental, Gilmour e Wright fazem um dueto para cantar as letras de Waters. O refrão entra com um riff cromático memorável de Wright (riff que foi plagiado anos depois por Andrew Lloyd Webber para fazer a música tema do musical O Fantasma Da Ópera. Embora Waters não ter processado Webber, ele revelou em entrevistas que possuía um grande ódio de Webber por isso e, na música It’s A Miracle de sua carreira solo, chegou a xingá-lo). A música se transforma então em uma jam e, após algum tempo, entra em cross-fade para dar lugar à parte sombria da música, criada por Waters e Gilmour. Após a parta sombria, a música começa a criar uma atmosfera gradativa e então explode num belíssimo riff de Gilmour (o clímax da música e, provavelmente, do álbum todo) antes da música voltar ao que era antes, e lindamente acabar após 23 minutos, fechando o álbum.

Meddle é considerado o divisor de águas da carreira da banda porque sua primeira metade possui o estilo mais puxado ao blues e recorrente ao que a banda fez depois da saída de Barrett, enquanto Echoes caracteriza o progressivo que começaria a ser produzido em Dark Side Of The Moon (1973).

Nenhuma música do disco fez muito sucesso nas rádios da época, e seu único single foi One of These Days (lado B: Fearless nos Estados Unidos e na Itália, Seamus no Japão). Mesmo assim, o disco ficou em 3º nas paradas do Reino Unido na época e em 1994 foi certificado como dupla platina pela RIAA. One of These Days e Echoes são as músicas favoritas dos fãs do álbum, e Echoes foi o nome de uma coletânea dupla lançada em 2001 pela banda (a versão da coletânea de Echoes possui apenas 16 minutos, o quê desagradou muitos fãs).

Pink Floyd – Meddle (1971)
Gênero: Rock Progressivo / Blues / Folk Rock

01 – One of These Days – 5:57
02 – A Pillow of Winds – 5:07
03 – Fearless – 6:05
04 – San Tropez – 3:40
05 – Seamus – 2:13
06 – Echoes – 23:31

Destaques: One of These Days, Fearless, Echoes

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Review e Upload por Gabriel Cicco
Post por LA

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Alice In Chains – Jar of Flies

Jar of Flies é um EP da banda grunge Alice in Chains, lançado em Janeiro de 1994, gravado durante uma semana, é o primeiro lançamento oficial da banda com o novo baixista Mike Inez. Jar of Flies foi o primeiro EP a chegar a primeira posição na parada de álbuns da Billboard, e foi o único EP a ganhar esta distinção até o lançamento da colaboração entre Jay-Z e Linkin Park, Collision Course, em 2004.

Possui o maior hit do Alice In Chains e dois dos maiores hits da banda, a canção “No Excuses” é a única canção do Alice in Chains a alcançar a primeira posição. “I Stay Away” também chegou a posições altas sendo tão popular quando tantas outras canções do Alice in Chains e “Don’t Follow” se tornou um hit modesto no começo de 1995.

Esse EP mostra todo o potencial de Cantrell em suas composições, não só se destaca as suas guitarras, mas o novo baixo de Inez deu um sútil toque de renovação. Staley continua cantando feito um “monstro” e as batidas de Kinney continuam incríveis! Esse EP trouxe algo a mais com baladinhas e partes acústicas, como dito a cima, destaque pra No Excuses, pra mim a 2º melhor do EP e que tem a bateria mais trabalhada do EP inteiro! Em 1º fica a Rotten Apple, com uma introdução monstruosa com variações da guitarra de Cantrell e destaque para o riff do baixo que é a coluna vertebral dessa música, feito por Inez. As músicas desse EP tratam com os temas: uso de drogas, relacionamentos e amor.

É um ótimo EP, recomendo para todos os grunges de plantão!

Faixas
1.”Rotten Apple” (Cantrell, Staley, Inez) – 6:58
2.”Nutshell” (Cantrell, Staley, Inez, Kinney) – 4:19
3.”I Stay Away” (Cantrell, Staley, Inez) – 4:14
4.”No Excuses” (Cantrell) – 4:15
5.”Whale & Wasp” (Cantrell) – 2:37
6.”Don’t Follow” (Cantrell) – 4:22
7.”Swing on This” (Cantrell, Staley, Inez, Kinney) – 4:04

Destaques
Rotten Apple, I Stay Away, No Excuses e Don’t Follow

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Review e Post por Paulo Lovo (a.k.a Paulo Tr00)
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Violent Femmes – Violent Femmes

O álbum de estréia, homônimo, do trio Violent Femmes fora lançado sem muitas pretenções, pelo selo discográfico, Slash, visto que contrataram o trio norte-americano por apenas 50 dólares, gerando assim um lucro considerável para a Slash, mesmo o álbum não tendo explodido no quadro de vendas e nas paradas da Billboard.

Dotados de uma sonoridade crua, sofisticada usando de tudo do mais simples possível o Violent Femmes é: Gordon Gano (Vocais e Guitarra), Brian Ritchie (Baixo Acústico) e Victor DeLorenzo (Com a sua bateria que muito lembra, estruturalmente, a de Slim Jim Phantom, dono das baquetas da também oitentista Stray Cats).

Na época em que este álbum fora lançado, Victor DeLorenzo traçou a identidade do álbum falando: “Aqui está o romantismo, jogado de volta sobre vocês…aqui está a emoção em estado bruto. Conseguem lidar com isso?”.. A resposta para essa pergunta, poderia se resumir em “difícil”, ora visto que o álbum trabalha em cima de fortes emoções, complicadas de se lidar.

Explorando tanto momentos de um amor cortês, no qual o eu-lírico enaltece esse amor, mostrando ser mais importante do que qualquer outra coisa, como em “Please Do Not Go” e “Prove My Love“.

“To prove my love to you, I’d do anything, I’d do it all, I’d do it all for you, I’d climb a mountain, i’d cross the ocean, I’d do it it all to prove my love to you”.

E do outro lado da moeda, o álbum ataca momentos de frustrações, que muito bem trabalhados por Gordon Gano, consegue conciliar esse sentimento tão forte com uma pitada de humor, mostrando que na vida há sempre espaço para uma “brincadeirinha” não importando qual mal a sua situação possa ser:

“Why can’t I get just one fuck
Why can’t I get just one fuck
I guess it’s something to do with luck”

(Add It Up)

O toque de charme necessário para as músicas do Violent Femmes são comprimidas na mão de Brian Ritchie, que mostra ter uma capacidade enorme para criar “frases”, linhas de baixo inesperadas, habilidade que poucos tem para demonstrar. Faixas como a popBlister In The Sun” e principalmente a punk Add It Up” fazem lembrar o lendário baixista do The Who, que não economizava diversos riffs e solos diferentes em uma mesma música (Vide Won’t Get Fooled Again).

Expondo os sentimentos e o próprio modo de ver o mundo, como poucos conseguiram se expressar com tanta perfeição, o Violent Femmes, com este álbum, se encontra merecidamente no livro “1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer“.

Violent Femmes – Violent Femmes (1982)
Gênero: Rock Alternativo/ Folk Rock/ Post-Punk/ New Wave

01 – Blister In The Sun – 2:24
02 – Kiss Off – 2:56
03 – Please Do Not Go – 4:15
04 – Add It Up – 4:43
05 – Confessions – 5:32
06 – Prove My Love – 2:38
07 – Promise – 2:49
08 – To The Kill – 3:59
09 – Gone Daddy Gone – 3:06
10 – Good Feeling – 3:56
11 – Ugly – 2:22
12 – Gimme The Car – 5:06

Destaques
Blister In The Sun, Please Do Not Go, Add It Up, Prove My Love

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Review, Post e Upload por MA

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Alice Cooper – Love It To Death

Depois do lançamento de dois fracos, desinspirados e desconhecidos álbuns, Alice Cooper, na época ainda um grupo e não apenas um artista solo com músicos convidados, finalmente acertaria o som em Love It To Death, muito mais do que acertar, o grupo fez o primeiro de 4 discos clássicos e praticamente perfeitos de cabo a rabo em um período de apenas 3 anos.

Famosos na época principalmente pelas suas controversas e polêmicas apresentações teatrais durante seus concertos, o grupo formado por Alice Cooper (vocais), Dennis Dunaway (baixo), Glen Buxton (guitarra), Michael Bruce (guitarra e teclado) e Neal Smith (bateria), conseguiu acertar o seu som, segundo muitos, graças ao agora legendário produtor Bob Ezrin (Dono de um repertório enorme, incluindo clássicos como Destroyer do KISS e The Wall do Pink Floyd) que conseguiu ‘limpar’ o som da banda, deixando ele mais direto, mais eficiente e consequentemente atingisse melhor as paradas de sucesso.

Funcionou, com Love It To Death o grupo abraçou o mainstream graças ao clássico I’m Eighteen“, fazendo com que a banda se popularizasse e os próximos álbuns da banda vendessem quantidades bem consideráveis de cópias.

Quanto ao som, a banda segue a reputação de Detroit como a cidade do rock de garagem, mas com também com uma pegada evidente de Hard Rock. Love It to Death é um álbum sólido, feitos nos ‘trinques’, Não dá uma caída sequer, começo ao fim com faixas bombásticas.

O disco possui um predomínio de faixas com a famosa pegada Garage Rock da banda, como ocorre na excelente música de abertura, “Caught In a Dream“, na animada com direito a um solo de teclado, “Long Way To Go, na grudenta com risadas psicóticas, “Hallowed Be My Name” e nos clássicos “I’m Eighteen” e “Is It My Body“, a segunda marcada por um excelente trabalho dos guitarristas Glen e Michael.

Fugindo disso, temos quatro faixas.”Black Juju” que é uma faixa extensa e progressiva marcada por experimentalismo e um ótimo trabalho de Dennis Dunaway, incansável nessa música, dos presentíssimos teclados de Michael Bruce, um excelente trabalho dos guitarristas e baterista para criar um clima sensacional no final da faixa e um Alice Cooper que realmente sabe trazer na mesma canção sensações de relaxamento e desespero de uma maneira incrível.

As outras 3 faixas que fogem do convencional são a trinca formada pelas músicas finais do disco. “Second Coming” é bem diferente, marcada por guitarras e vocais presentes que deixam um aspecto sombrio, mas principalmente por um teclado que se desenvolve pela música inteira, até no final ser marcado por uma bateria em ritmo de marcha que percorre caminho até o final da faixa, até as guitarras sombrias darem espaço para um doce e belíssimo teclado que fecha a música com o mesmo clima que começaria a seguinte, “Ballad Of Dwight Fry“, começa como uma espécia de sequência para a faixa anterior, logo os teclados dão lugar para o riff da canção mais épica do álbum e talvez de toda a carreira de Cooper, aonde o mesmo se consolida como o grande ponto forte aqui, de fato parecendo um maníaco em um hospício (tá, quase sempre ele é assim), fazendo seu trabalho nos versos, no marcante refrão e nos gritos loucos e histéricos em alguns momentos da faixa, como no final, aonde é ele seguido de um clímax com grande destaque para a guitarra, terminando em um ritmo que vai servir de conexão para “Sun Arise“, fechando o álbum de um modo alegre e sorridente.

Indispensável para qualquer fã de Alice Cooper, e um ótimo jeito de começar a ouvir a banda, Love It To Death é recomendado para qualquer fã de rock clássico, e principalmente pra todos aqueles que acham que Alice Cooper é um vocalista de hair metal que canta Poison calarem a boca.

Alice Cooper – Love It To Death (1971)
Gênero: Hard Rock/ Garage Rock/ Glam Rock/ Classic Rock

01 – Caught In a Dream – 3:10
02 – I’m Eighteen – 3:00
03 – Long Way To Go – 3:04
04 – Black Juju – 9:11
05 – Is It My Body – 2:39
06 – Hallowed Be My Name – 2:29
07 – Second Coming – 3:04
08 – Ballad Of Dwight Fry – 6:33
09 – Sun Arise – 3:50

Destaques:
I’m Eighteen, Is It My Body, Second Coming, Ballad Of Dwight Fry

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Tudo By LA

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Big Black – Atomizer

Não, ninguém na banda é grande e preto.

Big Black foi a primeira banda formada pelo renomado produtor Steve Albini, sendo nesse grupo aonde ele começou a exercer sua carreira de produtor.

Mais tarde Albini ficaria famoso por trabalhos como o Surfer Rosa do Pixies, o In Utero do Nirvana, grande parte da discografia do The Jesus Lizard, e mais dezenas e dezenas de bandas, geralmente do cenário underground.

Bem, de volta ao que interessa… Depois do lançamento de 3 EPs, Lungs, Bulldozer e Racer-X, e consequentemente a coletânea The Hammer Party contendo todos os EPs citados, o Big Black entraria em estúdio para gravar o primeiro LP da sua curta discografia, Atomizer.

Agressivo, barulhento, perturbador, são palavras que podem descrever muito bem o álbum de Steve Albini (voz, guitarra, programação do Roland), Dave Riley (baixo), Santiago Durango (guitarra) e Roland (que nada mais do que uma máquina de ritmos, a.k.a. drum machine).

O álbum gira em torno de um aspecto bem barulhento e agressivo, fornecido principalmente pelas guitarras distorcidas, frenéticas e muitas vezes até perturbadoras (vide Passing Complexion) de Steve Albini. O peso do álbum ganha ainda mais volume graças a bateria programada e o baixo distorcido extremamente presentes e pesados (vide a épica Kerosene).

Em Atomizer é muito claro a grande influência que a banda exerceu para o surgimento e popularização do Industrial Metal no final dessa década e no começo da década seguinte, como Nine Inch Nails e Ministry.

O álbum ainda recebe um aditivo dos vocais de Albini que o deixam com um aspecto as vezes até assustador, de modo que o “Feel my hand” de Fists Of Love já soe extremamente medonho. Imagine então na tediosa e suicida “Stare at the wall, Stare at each other and wait ‘til we die” de Kerosene, ou pior ainda quando você ouve uma letra como “Stay with me, my five year old, This is Jordan, we do what we like, And this will stay with you until you die” e mais tarde na mesma música ouve gritos repugnantes e agonizantes como “Suck daddy, fuck daddy…” isso tudo em torno de um riff repetitivo e pesado. Apavorante, não é? isso é Jordan, Minnesota.

Muito menos punk que seu sucessor e injustamente mais pupular, Songs About Fucking, Atomizer é um excelente álbum que não é recomendado para ouvidos fracos, só para aqueles que querem se aventurar por um dos álbuns mais barulhentos, descontrolados e agressivos da música.

Big Black – Atomizer (1986)
Gênero: Noise Rock

01 – Jordan, Minnesota – 3:21
02 – Passing Complexion – 3:04
03 – Big Money – 2:29
04 – Kerosene – 6:05
05 – Bad Houses – 3:09
06 – Fists Of Love – 4:21
07 – Stinking Drunk – 3:27
08 – Bazooka Joe – 4:43
09 – Strange Things – 3:55
10 – Cables (Live) – 3:10

Destaques:

Jordan, Minnesota; Passing Complexion; Kerosene; Cables (live)

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AMP – Pharmako Dinâmica

Lançado pelo selo da Monstro Discos, “Pharmako Dinâmica” se junta ao grupo de bandas Stoner que a gravadora revelou nessa última década, aproximando ao som das bandas goianas como Black Drawing Chalks e principalmente MQN, esta última produzida pela mesma pessoa, Iuri Freiberger, aumentando, provavelmente, a aproximação entre elas, já tão próximas.

Pharmako Dinâmica” é marcado pelo revezamento no idoma das faixas, alternando em português (“Acidez (Sinestesia)“, “Ataque dos Aliens“) e inglês, (“Way Side“, “Black Grass“), fora do óbvio, a faixa de abertura se difere das demais, pois apesar de “Ensurdecedor“, ter este nome, a faixa é inglês na integra; além de faixas que utilizam de uma mescla, adquirindo-se das duas línguas como “Fuel & Fire“.

Muito do destaque no cenário undeground do AMP, está diretamente ligado por esses, fazerem um som completamente distinto de qualquer outra banda na região Pernambucana, a verdade, é que na última década ninguém foi tão desafiador e inovador quanto este quarteto nordestino em sua região.

Fazendo o um som, tipicamente das bandas goianas, com fortes influências de bandas como o “Queens Of The Stone Age“, com suas paredes de guitarra apoiados por um forte groove ensurdecedor do baixo de Dudu, Pharmako Dinâmica” é “uma dose de adrenalina”, como bem pronunciam na poderosa “Acidez (Sinestesia)“, adrenalina para os fortes, pouco mais de trinta minutos destinados para poucos.

Com o considerável prestígio no cenário alternativo nacional, o AMP, já participou de vários festivais, como o Goiânia Noise, Porão do Rock e em duas ocasiões no Abril Pro Rock, trombando ao longo desse caminho com muitas bandas de peso como: Muse, Helmet, Suicidal Tendencies, Bad Brains e Motorhead.

AMP – Pharmako Dinâmica (2009)
Gênero: Stoner Rock

01 – Ensurdecedor – 2:56
02 – Devil’s Prize – 3:34
03 – Acidez (Sinestesia) – 3:26
04 – Billy – 2:22
05 – Way Side – 3:35
06 – Effectlast Try – 3:43
07 – Ataque Dos Aliens – 2:30
08 – Black Grass – 5:03
09 – Fuel & Fire – 3:08
10 – Lenda Viva – 7:16

Destaques
Ensurdecedor, Acidez (Sinestesia), Way Side, Black Grass

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