Violent Femmes – Violent Femmes

O álbum de estréia, homônimo, do trio Violent Femmes fora lançado sem muitas pretenções, pelo selo discográfico, Slash, visto que contrataram o trio norte-americano por apenas 50 dólares, gerando assim um lucro considerável para a Slash, mesmo o álbum não tendo explodido no quadro de vendas e nas paradas da Billboard.

Dotados de uma sonoridade crua, sofisticada usando de tudo do mais simples possível o Violent Femmes é: Gordon Gano (Vocais e Guitarra), Brian Ritchie (Baixo Acústico) e Victor DeLorenzo (Com a sua bateria que muito lembra, estruturalmente, a de Slim Jim Phantom, dono das baquetas da também oitentista Stray Cats).

Na época em que este álbum fora lançado, Victor DeLorenzo traçou a identidade do álbum falando: “Aqui está o romantismo, jogado de volta sobre vocês…aqui está a emoção em estado bruto. Conseguem lidar com isso?”.. A resposta para essa pergunta, poderia se resumir em “difícil”, ora visto que o álbum trabalha em cima de fortes emoções, complicadas de se lidar.

Explorando tanto momentos de um amor cortês, no qual o eu-lírico enaltece esse amor, mostrando ser mais importante do que qualquer outra coisa, como em “Please Do Not Go” e “Prove My Love“.

“To prove my love to you, I’d do anything, I’d do it all, I’d do it all for you, I’d climb a mountain, i’d cross the ocean, I’d do it it all to prove my love to you”.

E do outro lado da moeda, o álbum ataca momentos de frustrações, que muito bem trabalhados por Gordon Gano, consegue conciliar esse sentimento tão forte com uma pitada de humor, mostrando que na vida há sempre espaço para uma “brincadeirinha” não importando qual mal a sua situação possa ser:

“Why can’t I get just one fuck
Why can’t I get just one fuck
I guess it’s something to do with luck”

(Add It Up)

O toque de charme necessário para as músicas do Violent Femmes são comprimidas na mão de Brian Ritchie, que mostra ter uma capacidade enorme para criar “frases”, linhas de baixo inesperadas, habilidade que poucos tem para demonstrar. Faixas como a popBlister In The Sun” e principalmente a punk Add It Up” fazem lembrar o lendário baixista do The Who, que não economizava diversos riffs e solos diferentes em uma mesma música (Vide Won’t Get Fooled Again).

Expondo os sentimentos e o próprio modo de ver o mundo, como poucos conseguiram se expressar com tanta perfeição, o Violent Femmes, com este álbum, se encontra merecidamente no livro “1001 Discos Para Se Ouvir Antes de Morrer“.

Violent Femmes – Violent Femmes (1982)
Gênero: Rock Alternativo/ Folk Rock/ Post-Punk/ New Wave

01 – Blister In The Sun – 2:24
02 – Kiss Off – 2:56
03 – Please Do Not Go – 4:15
04 – Add It Up – 4:43
05 – Confessions – 5:32
06 – Prove My Love – 2:38
07 – Promise – 2:49
08 – To The Kill – 3:59
09 – Gone Daddy Gone – 3:06
10 – Good Feeling – 3:56
11 – Ugly – 2:22
12 – Gimme The Car – 5:06

Destaques
Blister In The Sun, Please Do Not Go, Add It Up, Prove My Love

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