Alice Cooper – Love It To Death

Depois do lançamento de dois fracos, desinspirados e desconhecidos álbuns, Alice Cooper, na época ainda um grupo e não apenas um artista solo com músicos convidados, finalmente acertaria o som em Love It To Death, muito mais do que acertar, o grupo fez o primeiro de 4 discos clássicos e praticamente perfeitos de cabo a rabo em um período de apenas 3 anos.

Famosos na época principalmente pelas suas controversas e polêmicas apresentações teatrais durante seus concertos, o grupo formado por Alice Cooper (vocais), Dennis Dunaway (baixo), Glen Buxton (guitarra), Michael Bruce (guitarra e teclado) e Neal Smith (bateria), conseguiu acertar o seu som, segundo muitos, graças ao agora legendário produtor Bob Ezrin (Dono de um repertório enorme, incluindo clássicos como Destroyer do KISS e The Wall do Pink Floyd) que conseguiu ‘limpar’ o som da banda, deixando ele mais direto, mais eficiente e consequentemente atingisse melhor as paradas de sucesso.

Funcionou, com Love It To Death o grupo abraçou o mainstream graças ao clássico I’m Eighteen“, fazendo com que a banda se popularizasse e os próximos álbuns da banda vendessem quantidades bem consideráveis de cópias.

Quanto ao som, a banda segue a reputação de Detroit como a cidade do rock de garagem, mas com também com uma pegada evidente de Hard Rock. Love It to Death é um álbum sólido, feitos nos ‘trinques’, Não dá uma caída sequer, começo ao fim com faixas bombásticas.

O disco possui um predomínio de faixas com a famosa pegada Garage Rock da banda, como ocorre na excelente música de abertura, “Caught In a Dream“, na animada com direito a um solo de teclado, “Long Way To Go, na grudenta com risadas psicóticas, “Hallowed Be My Name” e nos clássicos “I’m Eighteen” e “Is It My Body“, a segunda marcada por um excelente trabalho dos guitarristas Glen e Michael.

Fugindo disso, temos quatro faixas.”Black Juju” que é uma faixa extensa e progressiva marcada por experimentalismo e um ótimo trabalho de Dennis Dunaway, incansável nessa música, dos presentíssimos teclados de Michael Bruce, um excelente trabalho dos guitarristas e baterista para criar um clima sensacional no final da faixa e um Alice Cooper que realmente sabe trazer na mesma canção sensações de relaxamento e desespero de uma maneira incrível.

As outras 3 faixas que fogem do convencional são a trinca formada pelas músicas finais do disco. “Second Coming” é bem diferente, marcada por guitarras e vocais presentes que deixam um aspecto sombrio, mas principalmente por um teclado que se desenvolve pela música inteira, até no final ser marcado por uma bateria em ritmo de marcha que percorre caminho até o final da faixa, até as guitarras sombrias darem espaço para um doce e belíssimo teclado que fecha a música com o mesmo clima que começaria a seguinte, “Ballad Of Dwight Fry“, começa como uma espécia de sequência para a faixa anterior, logo os teclados dão lugar para o riff da canção mais épica do álbum e talvez de toda a carreira de Cooper, aonde o mesmo se consolida como o grande ponto forte aqui, de fato parecendo um maníaco em um hospício (tá, quase sempre ele é assim), fazendo seu trabalho nos versos, no marcante refrão e nos gritos loucos e histéricos em alguns momentos da faixa, como no final, aonde é ele seguido de um clímax com grande destaque para a guitarra, terminando em um ritmo que vai servir de conexão para “Sun Arise“, fechando o álbum de um modo alegre e sorridente.

Indispensável para qualquer fã de Alice Cooper, e um ótimo jeito de começar a ouvir a banda, Love It To Death é recomendado para qualquer fã de rock clássico, e principalmente pra todos aqueles que acham que Alice Cooper é um vocalista de hair metal que canta Poison calarem a boca.

Alice Cooper – Love It To Death (1971)
Gênero: Hard Rock/ Garage Rock/ Glam Rock/ Classic Rock

01 – Caught In a Dream – 3:10
02 – I’m Eighteen – 3:00
03 – Long Way To Go – 3:04
04 – Black Juju – 9:11
05 – Is It My Body – 2:39
06 – Hallowed Be My Name – 2:29
07 – Second Coming – 3:04
08 – Ballad Of Dwight Fry – 6:33
09 – Sun Arise – 3:50

Destaques:
I’m Eighteen, Is It My Body, Second Coming, Ballad Of Dwight Fry

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Aham, tou sabendo..
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