The Jesus Lizard – Liar

LiarPostado originalmente na music4l em 21/09/2009

Ah, The Jesus Lizard… um dos grandes expoentes do underground no início da década de 90, um dos maiores representantes do Noise Rock, conhecido popularmente como pigfuck, o tipo de gênero musical que ou você ODEIA, ou você fica completamente viciado.

Assim como grande parte das bandas do gênero, o Jesus Lizard tinha como sua gravadora, a Touch And Go. Exatamente a mesma gravadora que revelou várias outras bandas do gênero, como Butthole Surfers, Big Black, Scratch Acid

Depois do lançamento do acladíssimo e elogiadíssimo, Goat. O Jesus Lizard viria com seu terceiro álbum, Liar. O álbum passa longe de ser o mais barulhento ou o mais estranho da banda, mesmo assim recebeu críticas extremamentes positivas e até hoje é considerado um dos melhores, ou até mesmo o melhor álbum da banda.

Um dos meios que mais ajudou a divulgação do álbum fora o “Split Single” que a banda fez com o Nirvana, contendo a música “Puss“, 5ª faixa do Liar. A música do Nirvana presente no single é “Oh, The Guilt“.

Faixa a Faixa

Boilermaker, Um grito de David Yow e o álbum já abre com uma porrada, um riff pesado e destruidor, faixa marcada por um vocal extremamente agitado, incontrolável e desesperado, além de um baixo muito presente que se destaca bastante no refrão da música…e que refrão!

Gladiator, A faixa começa com um clima meio paradão e quebrado, com muito peso proporcionado pelo baixo, o vocal entra meio que perdido, mas já se acostuma e fica extremamente absurdo, a guitarra e a bateria se tornam mais presentes, até voltar para a parte mais lenta.. e a faixa fica em constante transição… Cada vez o vocalista vai ficando mais insano e absurdo até chegar em um final extremamente barulhento e confuso com gritos desesperados de David Yow.

The Art Of Self Defense, Um vocal meio apagado, um baixo absurdamente insano e excelente que desenvolve a música inteira, uma bateria agressiva e uma guitarra de pouquíssimo destaque, marcam a música.

Slave Ship, Começa com uma guitarra com um tom meio caótico, e uma bateria lenta e pesada, o baixo entra e a música ganha um aspecto mais contínuo, rapidamente o baterista Mac McNeilly decide mostrar o quão bom é, e destrói! Usando várias viradas de bateria ao desenvolver da introdução da música. David Yow entra. O ritmo vais e mantendo, até que na metade da música uma parte pesada e quebrada entra em cena, pouco depois aquele mesmo ritmo volta em cena e permanece até o final.

Puss, Agressiva, rápida e destruidora. Puss é para mim, o grande destaque do álbum. Um riff agudo cheio de efeitos que marca bastante a música, uma bateria excelente por toda a música, com direito a um pequeno solo. O baixo como sempre grave e sombrio com grande importância na música inteira. David Yow como sempre desesperado e louco, agora com backing vocals dispersos por toda a música. A faixa também conta com o melhor refrão de todo o álbum, bem rápido e poderoso, com direito a um jeito de cantar meio embolado, que faz com que seja extremamente difícil de entender o que ele diz.

Whirl, Opa, um baixo pesado abrindo a música? Que novidade! O vocal segue oculto durante a música inteira, e aí sim entra um riff de guitarra excelente, o riff desaparece para dar destaque ao baixo diversas vezes, mas a guitarra marca uma presença considerável na faixa.

Rope, Já começa mostrando a que veio, bem pesada e bizarra, com vocais rápidos, loucos e embolados. É uma faixa rápida com destaque a um instrumental pesado com destaque para o baixo. A faixa também possui um humilde solo de guitarra.

Perk
, A música se desenvolve ao redor de uma linha de baixo extremamente involvente. Uma bateria excelente, uma guitarra com raros momentos de glória, marcam a música. O vocal bêbado e insano de David Yow tem seus momentos.

Zachariah
, Começa com um ritmo lento e quebrado, dando um aspecto extremamente assustador e fantasmagórico. O ritmo lento vai se repetindo até próximo ao final da música. Quando um instrumental violento e quebrado vem com tudo. A parte lenta volta e se estabelece até o final.

Dancing Naked Ladies, Um ritmo pesado, riff marcante, uma bateria com grandes momentos, baixo presente e gritos desesparados de David Yow por toda a faixa, dão à ela uma energia e agressividade incríveis, fazendo dela uma das melhores e mais insanas faixas do álbum.

The Jesus Lizard – Liar (1992)
Gênero: Noise Rock

01 – Boilermaker – 2:14
02 – Gladiator – 4:00
03 – The Art Of Self Defense – 2:39
04 – Slave Ship – 4:13
05 – Puss – 3:19
06 – Whirl – 4:20
07 – Rope – 2:19
08 – Perk – 2:30
09 – Zachariah – 5:44
10 – Dancing Naked Ladies – 2:56

Destaques:
Boilermaker, Gladiator, Puss, Dancing Naked Ladies

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Aham, tou sabendo..
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Uma resposta para The Jesus Lizard – Liar

  1. Pra uma das faixas dou 8/10. Pras outras não preciso dar nota, pois discos de noise rock poderiam se resumir na mesma faixa sendo tocada só 3 vezes e ponto final.

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